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Mais branco que o OMO

por Fernando Lopes, 29 Set 11

Ainda sou do tempo (como adoro dizer isto) em que os self-made men tinham algum mérito. Podiam ser oportunistas, vigários, mas havia sempre uma história por detrás do homem. Nunca foram exemplos de integridade, mas os Belmiros, Nabeiros e Amorims desta vida têm pelo menos um passado difícil e algo construído. São já homens na casa dos 70 a idade que o meu pai teria se não tivesse sido levado demasiado cedo. Mas o advento do cavaquismo trouxe-nos novas estrelas que não se distinguiram nos negócios e passaram à política. Fizeram o percurso inverso. Da política para os negócios. Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa fazem parte do que alguém assertivamente designou por "tralha cavaquista". Estes três exemplos (haveria certamente muitos mais e de outras áreas políticas) vêem-se agora a braços com a justiça por crimes económicos e até suspeitas de assassinato. Espantoso é que Cavaco consiga passar entre os pingos da chuva como se estes três personagens não fossem seus próximos e como se o próprio não tivesse sido beneficiário em negócios obscuros com o BPN. Não sei porque tanto vociferam contra Alberto João Jardim. Se for eleito, a legitimidade eleitoral apagará todas as malfeitorias. Mais branco que o OMO. Como sucedeu com Cavaco.

Actualização [19:30] - Acabo de chegar a casa e ler um interessante artigo sobre Duarte Lima, ou como um filho de uma simples peixeira passa a ter milhões na Suíça sem negócios comprovativos de tal rendimento. Isto não é ascensão, é um "meteoro social".

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