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Anuncia-se uma nova manifestação para 15 de Outubro. Os promotores são os mesmos do 12 de Março. O sucesso do 12 de Março foi conjuntural. Nas ruas juntaram-se da esquerda à direita todos os que estavam contra Sócrates. Não havia uma matriz ideológica distintiva no 12M que essencialmente agrupava compreensíveis descontentamentos.

Nas eleições esse descontentamento manifestou-se na maioria que os portugueses deram ao PSD e CDS. Não contesto os resultados eleitorais (nem poderia) mas hoje é óbvio é que os portugueses saíram do diabo e meteram-se com a mãe . O mesmo chorrilho de promessas não cumpridas, o mesmo ataque aos trabalhadores, a mesma avidez fiscal. O que os portugueses validaram nas urnas foi uma mudança de estilo e não de políticas. A passagem do "animal feroz" ao equivalente masculino da "Amélia dos olhos doces". Conheço muitos participantes do 12M que são simpatizantes do PSD e que estiveram presentes como modo de pressão sobre Sócrates. Tudo isto é legítimo, mas com a provecta idade de 48 anos já me posso dar ao luxo de escolher as companhias. Até nas manifestações.

A 15 de Outubro não haverá tantas "linhas cruzadas". Esta demonstração terá um carácter ideológico que esteve ausente no 12M. Quem estará presente serão as pessoas com ideais solidários e de esquerda. Do PS ao PCTP-MRPP. Os simpatizantes dos partidos agora no governo não participarão. A 15 de Outubro seremos certamente em menor número. Mas com ideias muito menos difusas do que o justificado ódio a Sócrates. Ainda bem. A barafunda ideológica é uma cena que a mim não me assiste.

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Alcatrão e penas

por Fernando Lopes, 1 Set 11

 

No El País, Pedro Passos Coelho é definitivo. Questionado se tenciona criar um imposto que tribute as grandes fortunas é definitivo. "Não, necessitamos de é de atrair fortunas, investimento e capital externo.". Nada me move contra os ricos. Mas que quem mais tem fique à margem desta sangria colectiva é chocante pela "falta de insensibilidade social", como diria o Tozé. Passos mostra-se seguro [reparem na beleza do trocadilho] que não haverá contestação social em Portugal. "no hay señales de protestas violentas.", diz. Até ao dia em que os portugueses das classes baixa e média, fartos de serem espoliados, te tratem à moda do velho Oeste. Com alcatrão e penas.

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