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Ninguém escreve ao coronel (*)

por Fernando Lopes, 22 Ago 11


Ocasionalmente não sei bem se sou de esquerda ou de direita. Embora seja demasiado cedo para se compreender integralmente ou conjecturar o que se irá passar na Líbia, é evidente que o regime de Khadafi caiu de podre. A esperada resistência em Tripoli não passou de pífia, com a nota caricatural de uma jornalista de pistola na mão. O day after é perigoso e o Conselho de Transição Líbio necessita de tratar a situação com pinças e desarmar a população o mais rapidamente possível. É certo que o índice de bem-estar era superior na Líbia relativamente a muitos outros países africanos. Dou isso de barato. Mas parece que essa relativa comodidade não foi suficiente para calar o desejo de liberdade de um povo. O silêncio comprometido de alguma esquerda portuguesa prova um certo lado acomodatício. O conforto sem liberdade é frágil e cai às mãos do povo que prefere tomar para si o futuro.

(*) de um conto homónimo de Gabriel García Márquez

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