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Fodidos estamos, mais fodidos ficaremos. Presenciei hoje dois momentos de humor dignos do melhor Yes, Minister. A Judite não passou a inglês. Eu se falasse a língua de sua majestade assim, só o faria para dar direcções a camones perdidos. O dinamarquês gagueja. Mas o mais grave é que é um gago intelectual. Com uma ar de "eles mandarem-me práqui" e um discurso que não ultrapassa em nada a cartilha ideológica do FMI, deu uma entrevista confrangedora. Atrapalhado, vago e um "se isto não der merda no mundo, vocês até se podem safar". Obrigadinho, mas temos 9.999.999 portugueses capazes de dizerem a mesma coisa. Se esta cotovia mato, já só me faltam três para quatro.

A Judite pôs-se na típica posição portuguesa. Acha que os camones é que rulam. Confundiu por três vezes responsabilidades do governo com as da troika. Isto por uma jornalista sénior que quando estava no Porto dizia "laite" em vez de leite, diz muito sobre os incapazes da comunicação social. E são aos montes.

O tótó Gaspar teve mais um momento mágico. Não faz a mínima ideia do que há-de fazer. Foi ultrapassado pelas circunstâncias. Vê-lo a desculpar-se com o orçamento de 2011 é um déjà vu. Do género, eu nem sabia no que me estava a meter, o traque que aquele menino deu não foi ele, fui eu. Sabia o que o esperava ou é burro. As desculpas com o OE de 2011 são a mostra de um argumentário minimal e rídiculo. É fodido afrontar as corporações e os interesses instalados. Além do mais é preciso ideologia e não uma vaga ideia.

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