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O compromisso saudita

por Fernando Lopes, 10 Jul 11


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dos meus namoros

por Fernando Lopes, 10 Jul 11

A propósito do post anterior lembrei-me como as relações afectivas mudaram nos últimos anos. Hoje os jovens não namoram, "andam". Iniciei-me nas lides do namoro da forma mais pérfida que se pode imaginar. Roubando a potencial namorada a um amigo que não atava nem desatava. Eu desempatei a meu favor. Seguiram-se namoricos, sem grande critério a não ser o de, como todo o ser humano, cumprir o supremo desejo de me sentir amado. Como sou um romântico guardei cartas e bilhetes trocados durante muitos anos. Coisas infantis e inocentes, que hoje fariam rir um adolescente de 13 anos.

Naquele tempo, os locais privilegiados para encontrarmos a nossa alma gémea eram as festas de garagem. Umas mais organizadas, com comes e bebes, outras verdadeiramente underground. O momento alto, os slows. Havia truques requintados, como pedir do DJ de serviço para passar a versão longa do "I'm still loving you" dos Scorpions. Com sorte conseguia-se beijar uma rapariga e marcar encontro para o dia seguinte. Com azar afundávamo-nos na Super Bock, encostados a um canto com o ar mais rebelde possível.

Com 16 anos, as relações sexuais entre adolescentes eram coisa quase inexistente. Uns beijos mais ousados, umas mãos mais atrevidas, empurradas com uma negação consentida e ficávamos por aí. Sexo só depois de um longo período (e quanto digo longo quero dizer meses ou até anos) de avanços e recuos, com uma namorada fixa, a quem já tivéssemos dado prova de amor eterno. Não era de todo invulgar ter a primeira relação sexual com a namorada de longa data com 17, 18 ou 19 anos. Talvez por ter vivido dessa forma, nunca fui homem de "one nigth stand". Não porque faltasse vontade, simplesmente porque tal só era possível recorrendo a miúdas de má fama ou a profissionais do amor. Do meu curriculum nenhum destes tipos consta.

Confissões sem interesse, meramente geracionais, dirão uns. Eu vivi de forma bem mais intensa, pensarão outros. Sinceramente, estou-me nas tintas. De uma coisa tenho a certeza. O que aqui escrevi representa o modo de viver da maioria dos que agora têm 40 e muitos anos. Quanto mais não seja, existe aqui matéria antropológica.

Nota para os menos perspicazes: a última frase é uma piada.

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