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Um silêncio comprometedor

por Fernando Lopes, 25 Abr 11


Demasiado centrados no nosso pequeno mundo, e preocupados com as medidas que nos vão afectar, eu e a maioria dos portugueses não têm dado a relevância merecida aos acontecimentos no médio-oriente. Perante o impasse líbio, decidimos esperar para ver. Os massacres que estão neste momento a ocorrer na Síria são nota de rodapé nos telejornais. Este silêncio comprometedor não terá nada a ver com o facto de o regime sírio ser considerado amigo do ocidente? Acabo de ver imagens chocantes de militares a disparar contra o povo, causando dezenas de mortos. A "amizade ocidental" mata? Parece que sim, se formos sírios...

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Se o ridículo matasse ...

por Fernando Lopes, 25 Abr 11

 


Como humilde eleitor, tendo como habilitações literárias um curso superior incompleto, tenho pelo menos a noção do privado e do ridículo. Que Pedro Passos Coelho me saiu melhor que a encomenda já não restam dúvidas. Que um dia defende a privatização do SNS e no dia seguinte o seu contrário também não é surpreendente. Afinal, temos um PM, que com o FMI a fazer as contas, ainda vive alucinado no "País das Maravilhas". De alucinados já temos a nossa conta. Agora esta deriva populista, de mau gosto, pindérica é, Pedro, o fim.


Um “homem apaixonado” que gostava de ter mais filhos. Um homem com quatro cadelas “a ficar já velhotas”
“que, ao longo da sua vida, por experiência própria, foi construindo um percurso de gestão guiado pelo bom senso”

“Faço boas farófias, papos de anjo, queijadas”

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Memórias do 25 de Abril

por Fernando Lopes, 25 Abr 11

  • Quando aconteceu o 25 de Abril eu tinha acabado de fazer onze anos. Desci a rua, cheguei ao velho D. Manuel II para a aula de trabalhos manuais e após uns minutos de hesitação fomos avisados que deveríamos regressar a casa. O meu pai foi-me buscar a casa da minha avó. Ouvi nesse dia, pela primeira vez, a palavra revolução. Vi a revolução pela televisão, não fomos para a rua, assistimos a tudo olhando para a caixa que mudou o mundo. Lembro-me distintamente, que após anos de silêncio, o meu pai ainda dizia "revolução" baixando o tom de voz.
  • Um ou dois dias depois, estranhei o facto de um homem estar a comprar um jornal banhado em lágrimas. Quando questionei o porquê dessas lágrimas, o meu pai explicou-me que era o "Avante", um jornal proibido, e que o desconhecido chorava de alegria, por finalmente poder comprar o jornal do "partido", na rua, em liberdade, como compraria outro jornal qualquer. E esse rosto, esse choro de alegria fixou-se até hoje na minha memória, como lapa agarrada à rocha.
  • Participamos no 1º de Maio. Uma festa plena de slogans de que me não recordo. Mas, a minha avó Guta estava connosco a comemorar a liberdade. Pareceu-me estranho tanta gente e tanta alegria por uma coisa que, na minha cabeça de criança, nunca tinha deixado de existir. A liberdade.

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  • alexandra g.

    Ferdinand,não se diz gases, diz-se metano :), mas ...

  • Anónimo

    Já passei pela situação de querer umas bolachas se...

  • Fernando Lopes

    O problema dos ruminantes são os gases, usei a vac...

  • Inês

    "mais ventosidades que uma vaca argentina"?! Já me...

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