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O tótó

por Fernando Lopes, 5 Abr 11


Expor mesmo que parcialmente a intimidade, é área perigosa. Mais do que uma vez, aqui no purgatório, me meti por esses movediços terrenos. Vou fazê-lo de novo. De forma confessional.

Se, por algum motivo, a conversa descamba para o número de companheiras ou as aventuras sexuais que se teve, fico quieto num canto. Se abrir a boca, vou ter de confessar que só conheci intimamente duas mulheres na minha vida. As duas únicas que amei. Os homens olham para mim com um ar descrente, entre a comiseração e a incredulidade, as mulheres sorriem enigmaticamente, com pena genuína de tão grande tótó.
E, no entanto, é verdade. Embora a tentação exista, embora seja um apreciador do género feminino, nunca consegui ser intimo de quem não amasse profundamente. E esse fenómeno só me aconteceu duas vezes na vida. É por isso que quando ouço casanovescas aventuras, ou passados plenos de relações libidinosas, me encolho. Porque, lá no fundo, não passo de um tótó.

Esta fidelidade canina, transforma-me numa espécie de Golden Retriever de duas patas,  ignorado pelos machos alfa e visto como inofensivo pelas cadelas.
O que é que isto vos interessa? Nada. Mas escrevo na esperança que ao bater tótó no google, algum moço, jovem ou homem com idêntica sintomatologia, saiba que não está sozinho.

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