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Ainda os Homens da Luta

por Fernando Lopes, 19 Mar 11


Há quem veja nos Homens da Luta uma sátira de mau gosto, uma caricatura, pelo ridículo do engajamento político do PREC. Permitam-me ser, como já começa a ser hábito, uma voz dissonante. Vejo os Homens da Luta, como uma homenagem a esse espírito. Tempo de que não sendo saudosista, nem encontrando virtudes nas imensas barbaridades cometidas, era hora de debate, de análise, de empenhamento na melhoria das condições de vida e na procura de uma sociedade menos desigual.

Recordo-me particularmente de dois casos que me marcaram apesar da tenra idade. Pela positiva a guerra movida aos subalugas, que eram pessoas que alugavam casas (normalmente) enormes, a preços irrisórios, e posteriormente realugavam a jovens casais, estudantes e pessoas com dificuldades, quartos a preços exorbitantes. Uma forma de parasitismo que à época foi fortemente combatida.Pela negativa, o despejo do patrão de três (3) empregados, na oficina de encadernação que utilizava na altura. Vi o homem (um patrão-trabalhador), chorando copiosamente, porque os três empregados o tinham posto fora, com ameaças, da oficina que fundara, geria e onde trabalhava.Porque esta estórias têm sítio, a primeira passou-se em Oliveira Monteiro, e a segunda em Sacadura Cabral, junto a Cedofeita.

O PREC já lá vai, é um tempo que não se repete. Como cidadãos temos a obrigação de manter o empenhamento na melhoria de condições de vida para todos. Afinal, a nossa sociedade gera mais riqueza dos que nos anos 70. Continua é a ser repartida por meia dúzia de famílias e eleitos. Cabe-nos combater estas assimetrias da melhor forma que podermos e soubermos. Juntos.

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