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arsch küssen

por Fernando Lopes, 2 Mar 11

Fonte: economico.sapo.pt

Tornou-se um desporto nacional, beijar o rabo ao alemães. O servilismo, está nos nossos genes enquanto povo, e quanto a isso pouco há a fazer. Então se os "patrões" forem altos e louros, mais os portugueses se abaixam. Nunca ouvi ninguém chamar sabonetes à malta do norte da Europa, mas bocas contra pretos, já as ouvi às centenas.

O purgatório já sentiu isso, quando com o seu 1,71m e o seu ar de árabe, era olhado de soslaio pela classe trabalhadora alemã, durante as férias. Claro que arranjou maneira de os embaraçar, sendo de extrema gentileza com as senhoras e crianças e fazendo uso do seu inglês upper class e de um francês acima da média. Era olhado como um turco que devia ter estudos superiores.

Esta reflexão prende-se com uma frase de Ana Gomes, que verbalizou o que eu já senti na pele, e outros portugueses teimam em ignorar. O preconceito alemão. Disse ela, não ter "dúvidas nenhumas de que este ataque feito a Portugal está muito relacionado com o preconceito que os Alemães têm em relação ao nosso país e aos países do sul".
Eu também não tenho dúvidas, mas a cambada de bajuladores, que acha que tudo o que é louro e fala língua de trapos, é bom, não falta por aí. Esses louvam a Alemanha, como se o "milagre alemão", fosse criado per si, independentemente da colaboração de toda uma Europa, onde, sem consumidores, não há produtores que se salvem.

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Não será exigível a um artista pop que tenha grandes preocupações sociais. Goste-se ou não, são entretainers, que normalmente cantam músicas sem sentido para deleite do povo. No entanto, nem tudo é vacuidade no mundo do pop-rock. Desde os Rage Against the Machine, Bruce Springsteen e outros politicamente engajados, até aos bem nossos Xutos, o mundo da música também tem a sua quota parte de cérebros com mais de um neurónio activo.

Vem esta prosa a propósito do rebate de consciência de Nelly Furtado, que resolveu doar o dinheiro recebido de um concerto privado que fez para a família Khadafi. Faz bem. Limpa a face, e devolve algum do dinheiro a quem dele mais precisa.

Esta estória, lembrou-me uma, velha de anos, passada no tempo do apartheid, em que estes marmanjos acima, resolveram não tocar num resort, exclusivo para brancos, que era o símbolo turístico da África do Sul de então, e consequentemente desse regime que foi uma mancha na história de África e da humanidade.
O resort maldito chamava-se Sun City.

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