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Uma imagem por dia (IX)

por Fernando Lopes, 17 Fev 11

   
o grito, de Edvard Munch
Porque como diz o povo, uma imagem vale mais que mil palavras, aqui fica O grito. É um grito transfronteiriço, da Tunísia ao Barhein, de Portugal à China. Porque, depois de ler as notícias, estou com vontade de gritar.

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Este blogue está nas nuvens !!!!

por Fernando Lopes, 17 Fev 11

Este blogue está nas nuvens. Três meses após a sua criação, acaba de ser citado pelo Expresso.
Sem embandeirar em arco, ou presumir uma qualidade que não tem, o purgatório continua a ser um cantinho de debate e conversa, uma salinha para opiniões de amigos. Dentro desse espírito, este blogue recebe de braços abertos a sua nova amiga, ali em baixo nos amigos. Bem-vinda e esperamos a sua participação crítica. Somos poucos, mas dados à converseta.

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O cão de Sócrates

por Fernando Lopes, 17 Fev 11



O humor também é uma forma de resistência. Atendendo ao dramatismo da situação que vivemos, este blogue procurar resistir com o humor. Assim, depois de "A assombrosa viagem de Pompónio Flato" , em leitura, a sinopse deste também se revela apelativa. Não terá o brilhantismo de Mendoza, mas, mesmo assim, parece apetecível.

«Desta vez fiz asneira e da grossa. Mas como podia eu saber que aquele pedaço de papel que rasguei e comi era tão especial para o meu dono? Todos os dias lhe como e destruo metade dos papéis oficiais e dos despachos que ele tem em cima da secretária e ele não se importa com isso. Aliás, as coisas que já lhe comi, davam para fazer um livro só sobre isso: um DVD intitulado “Espanhol para falar com Chefes de Estado”, um telemóvel que fazia ruídos estranhos quando se atendia (este por acaso até foi o meu dono que me deu para roer), um livro de poemas autografado pelo Manuel Alegre (ainda por abrir!), uma fotografia do presidente da República que estava a marcar as Páginas Amarelas, três ou quatro orçamentos de Estado (são sempre os mais difíceis de roer). Sempre que tenho estes impulsos de rafeiro, o meu dono faz-me aquela falsa cara de mau e diz-me “Não, pá, isso não pá, larga pá!” mas depois ou toca o telemóvel e ele distrai-se com a conversa ou acaba por esboçar um sorriso e perdoar-me. Desta vez não. Foi tudo muito diferente. Enfim, a culpa é minha. Tinha de acabar em desgraça esta minha mania de me atirar a tudo o que é papel oficial. E o que mais me causa estranheza é que desta vez só roí um papel, um miserável papel. (…) Este era fininho, uma folha apenas, estava cheio de números e letras e tinha um emblema no cimo da página. Uma coisa aparentemente rasca, sem valor mas afinal era valiosíssima! Como é que eu ia saber que aquilo era o certificado de habilitações do meu dono, do seu curso de engenheiro?»

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