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Quem vê, TV ...

por Fernando Lopes, 12 Jan 11



No meio do caso "Carlos Castro", há quem agora aponte a televisão e os reality shows como mãe de todos os males. Esquecem-se que a televisão só dá as pessoas o que elas querem ver. Esquecem-se que ninguém é obrigado a passear-se em tronco nu e a pavonear-se por 30 dinheiros. Encarar a televisão como o mal de todos os males é redutor. Só existem reality shows, porque existe uma porteira em todos nós, incapaz de resistir ao voyeurismo.
Só existem concorrentes, porque uma geração inteira se habitou ao Big Brother, a ser famoso sem razão aparente ou mérito que o justifique.
Culpar a televisão, é só culpar uma parte da equação. É maniqueísta. É apontar à árvore e esquecer a floresta.

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Idéario renovado, precisa-se

por Fernando Lopes, 12 Jan 11

Eu, que se perguntassem me definiria como "das esquerdas", tenho dificuldade em lidar com a nova geração da esquerda. Dois magníficos posts de Francisco José Viegas e de J. Rentes de Carvalho mostram a patetice a que a "esquerda" chegou na perseguição obsessiva de um ideário inadaptado ao momento em que vivemos, intolerante, e que se está a tornar, lenta mas seguramente totalitário.

A ler e reler, destes dois grandes senhores.

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África minha

por Fernando Lopes, 12 Jan 11

Depois da escola, o regresso a casa. (S. Tomé) Clique para aumentar
A paixão por África estava no meu imaginário infantil. Pigmeus, animais selvagens, gente simples e desprendida, os grandes espaços, a natureza luxuriante.
Como diz Miguel Sousa Tavares, outro apaixonado por África "Nem sempre viajei para sul, mas nada vi de tão extraordinário como o sul."
O estranho em África e em particular nos PALOP, é que me sinto em casa. Partilhamos uma língua comum, pedaços de cultura.
O momento mais peculiar deste cruzamento de culturas, foi ver bacalhau no menu de um hotel em S.Tomé. Dos mares do Norte para S.Tomé, o percurso que aquele bacalhau fez !!!
Tenho planeado conhecer Moçambique, assim a minha filha cresça e a maldita crise passe.
 Um pensamento atravessa-me:
- Porque é que me sinto mais próximo de um cabo-verdiano, de um são tomense do que de um alemão, belga ou dinamarquês ?

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